A polêmica do momento de alguns artistas sertanejos
versus a Anitta trata de um assunto sobre o qual já escrevi algumas vezes (não estou
falando da tatuagem no toba dela), o jabá.
Em entrevista ao canal Corredor 5, Kamilla Fialho, ex-empresária da cantora Anitta, contou em um vídeo viralizado que pagava para tocar música da funkeira nas rádios, mas que empresários do sertanejo cobriam oferta para boicotá-la.
Há tempo que se naturaliza a relação promíscua entre gravadoras/produtores e rádios que são cooptadas para rodarem apenas as músicas dos artistas que pagam altos valores, o que explica porque estão dominando as paradas de sucesso há tanto tempo.
A cereja do bolo neste assunto é que passam anos e as pessoas não fazem a mínima questão de buscar conhecimento (conforme já aconselhava o ET Bilú em 2010) e seguem espalhando ignorância e mentiras sobre as leis de incentivo à cultura.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, criou-se o paradoxo da besta nativista, que é basicamente um ser que milita nas redes sociais contra as leis de incentivo a cultura, ao mesmo tempo em que reclama que os festivais de música nativista estão deixando de acontecer.
Hoje a cena do filme "Dois filhos de Francisco", onde o pai de Zezé di Camargo passa o dia ligando para uma rádio para que a emissora tocasse a canção de seu filho, não passa de uma imagem romântica que os próprios protagonistas ajudaram a fazer desaparecer.
