quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Manual de como se divertir com néscios

 Estes dias fiz uma coisa que eu via amigos nas redes sociais fazendo e achava ridículo,  mesmo assim, fui lá e fiz: "dialoguei" com um eleitor do Bozo.

Não recomendo, se está se sentindo solitário conversa com a Siri do iphone, tenta conversar com a mulher do google, porque nestes casos  pelo menos tu tem o socorro da inteligência artificial. 

Eles deviam ser processados pelos robôs por causa daquele vídeo "eu sou robô do Bolsoasno", porque se uma batedeira falasse teria capacidade de dizer algo mais do que "e o PT?"

E foi em cima desse mote que um colega desafiou uma dessas pessoas que adoram vomitar "e o PT?" nas postagens dos outros, a defender seu ponto de vista sem esse argumento, seguido do silêncio retumbante. Fiz uma piada que se mostrou oportuna para o momento.


Quem não gostou da piada foi a pessoa legítima proprietária destes neurônios semi-novos, único dono, muito pouco uso e com tanto espaço interno que vão inaugurar uma loja Havan, com estátua da liberdade e tudo.


Confesso que a resposta não me ofendeu, estudei em universidade federal, alguns neurônios certamente eu flambei neste processo, mas fiquei pensando "será que isso não pode ser divertido?!". Então vesti o meu melhor deboche e comecei citando Mario Quintana, pra dar o tom da minha "fala".

Aí eu mencionei a pessoa e fiz uma piada, que contextualizou muito bem com o trabalho árduo que os neurônios dela fizeram ao me responder, como se pode ver. Isso é trabalho de neurônios que trabalham duro, ou tu acha que esse trabalho de cópia e cola de meme é fácil. Isso exige um trabalho hercúleo que estes neurônios conseguiram realizar em alguns minutos. Incrível.

Mas eu acredito que algumas vezes as pessoas não são burras, apenas os seus neurônios precisam de um coach para mudar o seu mindset. Fazer os neurônios pensarem "eu sou minha própria sinapse" e alavancar a carreira desses neurônios. Aí eu provoquei esses neurônios pra pra darem o melhor de si, no tudo ou nada.


Tutorial de como fugir de um debate sem levar uma facada: Finja superioridade e ocupação, que aí você sai com o rabo entre as pernas, mas se sentindo vitorioso e bem sucedido. Como eu percebi que caçoar da inteligência não estava funcionando, provoquei pelo ídolo... e batata.

Eu me senti lisonjeado de ser chamado de jumento por esta incrível pesquisadora da universidade  de whatsapp, com pós-doutorado em Facebook, com ênfase em memes, que esse negócio de textão os neurônios não conseguem acompanhar muito bem. 

Figuras de linguagem então, é uma agonia. É neurônio gritando "a gente tem que fazer muita sinapse pra entender isso aqui, são dois parágrafos. Tem noção de quantas sinapses precisam pra ler dois parágrafo?". Outro neurônio respondendo "fala da cloroquina, como é aquela frase: não tem prova que tem e não tem prova que não tem".

Diante desse cenário pensei: "acho que uma piada de 5ª série vai entender, ironia já desisti...". Mas veja bem que não foi simplesmente piada de 5ª série pura, que se fosse só de 5ª série, eu responderia algo do tipo: "Jumento, tu chupa meu pau e eu aguento".

Porém, eu optei por uma piada 5ª série, porém maquiada com uma ironia pra parecer de segundo grau. 

A piada de 5ª série pura a pessoa fica braba contigo e recomeça o ciclo, já a piada de quinta maquiada é como dar um biscoito pra um cachorro. Quando ela conseguir decifrar e entender a piada, ela vai ficar feliz.

Claro que o cachorro volta pra tentar ganhar mais um biscoito, mas faz sempre os mesmo truques. Então a gente segue nosso caminho, que o comediante sempre tenta sair no aplauso.

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