os punhais da tua ausência,
com o terço das distâncias
cumpro minha penitência.
cumpro minha penitência.
Nas adagas da demora
o gume cego da espera
o gume cego da espera
transpassa dentro do peito,
onde mais me dilacera.
onde mais me dilacera.
Nos punhais da tua ausência
toda lembrança agoniza
toda lembrança agoniza
e deixa em mim estas chagas
que o tempo não cicatriza.
que o tempo não cicatriza.
Suturo o peito ferido
com as linhas dessa história,
com as linhas dessa história,
pois se a distância nos fere
tudo que resta é a memória.
tudo que resta é a memória.
Os punhais da tua ausência
se alimentam do meu sangue
se alimentam do meu sangue
com suas lâminas alojadas
em meu peito já exangue.
em meu peito já exangue.
Sobrevivo aos punhais
dessa ausência carcereira
dessa ausência carcereira
-Prisioneiro dessa dor
que pensei ser passageira...
que pensei ser passageira...
Antonio Guadalupe
@oantonioguadalupe

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