sábado, 19 de dezembro de 2020

A história por trás das canções: Pra renascer na garganta


Conheci o poeta Carlos Omar lá pelo ano de 2001, ele estava em Pelotas por ocasião do CIRIO - Canto interuniversitário rio grandense. Já conhecia a obra, conhecia agora o criador. 

Neste primeiro contato eu, um jovem compositor afoito, falava de parceria para ele, que me disse carinhosamente que uma parceria pra ele só podia nascer depois dele tomar um trago com o candidato a parceria.

Seguimos contato por meio virtual e um dia no ano de 2005, de passagem por Pelotas antes de se dirigir para um festival de poesia em São Lourenço do Sul, me convidou para uma prosa regada a cerveja.

Depois de termos saído para buscar mais um fardo de cerveja, voltamos e o Carlos Omar sentou-se diante do computador e me disse: me diz que tema que tu tem travado?!

Eu colecionava uma série de frases metafóricas que eram o mote de uma série de poemas que nunca escrevi. Sem titubear falei: pra renascer na garganta. 

Além desta letra Carlos Omar ainda escreveu mais duas, estando uma delas ainda inédita. Alguns meses depois eu mandava para Santa Maria uma fita k7 com a melodia que eu tinha feito, que recebeu alguns retoques do Tuny Brum que gravou o tema para nós. 

Essa foi minha primeira música classificada em festival, lembro do Omar me ligando de madrugada pra avisar que passamos a música.

E em setembro de 2006 minha primeira música classificada em festival era interpretada pelo Ivo Fraga, que na época nas raras vezes que subia no palco de algum festival era para cantar músicas do Jaime Vaz Brasil e do Ricardo Freire.

Lembro que na final do festival eu estava vendo o Ivo Fraga cantar de forma brilhante e só pensava: se eu tomasse Coca-Cola tu não tava aí cantando.

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