quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

A história por de trás das canções: A fome


Em uma das edições do Reponte, eu estava próximo ao bar e escutava uma conversa do Bosquinho com alguém que não me lembro quem é neste momento.

Eu só tava bisbilhotando a conversa alheia porquê o Bosquinho estava falando sobre a dificuldade de musicar um soneto, foi aí que a conversa chamou minha atenção.

Ele disse, na ocasião, que no entendimento dele um soneto bem musicado não pode ter apenas uma melodia pros quartetos e outra para os tercetos, mas sim uma melodia para cada estrofe.

Como já tinha uma parceria com o poeta Vaine Darde, naquela semana vasculhei entre os sonetos dele algum que fosse do meu agrado para poder pedir pra musicar na cara dura.

Encontrei um soneto carregado de dor e lirismo, que teve o meu pedido pra musicar aceito pelo poeta.

A melodia nem parece que eu fiz, porquê eu estava pra fora, sentado à mesa quando os versos vieram a minha cabeça com a melodia. 

Imediatamente fui pro quarto, peguei o soneto e o violão e os acordes vinham se encaixando com a mesma naturalidade que a melodia surgiu.

Essa parceria me permitiu estrear no palco da Coxilha em sua 30ª Edição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Das travessias intrínsecas

Lembro que eu devia ter por volta de dez anos, estava jogando bola na frente de casa quando ouvi o burburinho de que meu irmão tinha sido at...