Em uma das edições do Reponte, eu estava próximo ao bar e escutava uma conversa do Bosquinho com alguém que não me lembro quem é neste momento.
Eu só tava bisbilhotando a conversa alheia porquê o Bosquinho estava falando sobre a dificuldade de musicar um soneto, foi aí que a conversa chamou minha atenção.
Ele disse, na ocasião, que no entendimento dele um soneto bem musicado não pode ter apenas uma melodia pros quartetos e outra para os tercetos, mas sim uma melodia para cada estrofe.
Como já tinha uma parceria com o poeta Vaine Darde, naquela semana vasculhei entre os sonetos dele algum que fosse do meu agrado para poder pedir pra musicar na cara dura.
Encontrei um soneto carregado de dor e lirismo, que teve o meu pedido pra musicar aceito pelo poeta.
A melodia nem parece que eu fiz, porquê eu estava pra fora, sentado à mesa quando os versos vieram a minha cabeça com a melodia.
Imediatamente fui pro quarto, peguei o soneto e o violão e os acordes vinham se encaixando com a mesma naturalidade que a melodia surgiu.
Essa parceria me permitiu estrear no palco da Coxilha em sua 30ª Edição.
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